Viva sem

dependência, seja livre!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Viva sem drogas

Mundo, percepções, sensações e desejos. O ser humano nasce confiante, a criança possui um amor próprio que ao longo dos anos vai sendo degradado pela ‘sociedade’ em que vive. A medida em que a criança vai interagindo com o mundo ela percebe a competição, a desgraça, a graça, as criticas e até mesmo a solidão. O amor nesse estágio é fundamental ao ser humano, como em qualquer etapa da vida, é impressionante, como quem sente-se amado sente-se auto confiante. Porém, não é essa a realidade em que se encontram a maioria dos usuários de crack no Brasil, que chegam a mais de um milhão de pessoas. Procurar uma droga é muito mais simples do que resolver problemas internos, é uma resolução barata e imediata, que tira a terrível sensação de sobriedade de quem sofre e sente tristeza.
Entretanto, a procura de alucinações, belezas e sentimentos únicos os interessados em uma escapada do “real” -que é comum a todos- esqueceram-se que sentimentos não são eternos (inclusive os da dor) e muito menos os efeitos de uma droga. Morrer não dói como diria Cazuza, então viver doeria(?) Humanos porém são instáveis, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Pois bem, a droga então seria fácil e prática para amenizar a dor, mas depois do efeito que entediante seria viver do previsível das incertezas!
Todavia, previsível seria o vazio após as dosagens das drogas, viver para químicos, para uma pedra, para esquecer a vida. Em meio a essa viagem rumo ao infinito, as possibilidades seriam incontáveis. Incontáveis no imaginário do usuário, que se sentiria um super herói, realmente sendo. Um super herói que destroiría a vida dos vilões, os meros humanos ao seu redor que não veriam triunfo na sua sagrada pedra.
A invencibilidade e a autoconfiança momentâneas, trariam de presente a suscetibilidade a doenças, ao enfraquecimento do organismo, a uma vida vegetativa e altamente presa ao que talvez o usuário mais almejasse: a liberdade. O vício não é nada libertador. Cada um sabe de que maneira encarar a liberdade, nessa história o super herói voa livre mas acaba caindo devido sua suposta “própria liberdade”.

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